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07-05-2008

Deu no Brand Republic: "Why great planners need to be dumb"

Tod NormanTod Norman, da Watson Phillips Norman, escreveu um artigo para o Brand Republic desconstruindo alguns critérios que costumam ser aplicados para julgar um planner.

Entre outras coisas, ressaltou quatro "não-comportamentos" que ajudariam a formar planejadores melhores:

#1. Não ser gênio. Não achar que ter todo o conhecimento necessário resolve problemas, mas conseguir explicar qualquer pensamento com clareza.

#2. Não ser workaholic. Não acreditar que trabalhar duro para processar informações tem algum valor em si. Afinal, a estratégia criativa pode vir com base em pouca investigação e não pode ser considerada menos válida por isso.

#3. Não ser "da criação". Inspirar a criação é papel do planejador, mas ser "como eles" é desautorizar seu trabalho na agência.

#4. Não ser inflexível. É muito difícil para um planejador que já trabalhou tanto em cima de um problema abrir mão de sua idéia, mas é importantíssimo saber ser persuadido.

Você concorda? Discorda? Muito pelo contrário? Leia o texto completo aqui (só para usuários cadastrados) e manifeste sua opinião nos comentários.

Comments

Concordo, concordo, concordo!!!!

Nossa, que delícia ler isso hoje. Caiu como uma luva!
Eu concordo absolutamente, e embora tudo isso listado pareça ser "fácil", no dia a dia a gente vê que às vezes é bem complicado...

Nossa Senhora da Lucidez. Belo recado para os Robinhos do planejamento. Vejam imagens do Pelé jogando e botem a bolinha no chão, criançada. Falta muita grama, muita mesmo. Conhecem o Maracanã? Pois somem-no ao Brinco de Ouro da Princesa, o Arruda, o Beira-Rio, o Mineirão, o Morumbi, a Fonte Nova, dêem uma passada na interditada Bombonera (Ah, você não sabia da interdição? Está lendo pouco, hein?). Comam toda a grama e depois voltem a batalhar pelas camisas 10 disponíveis. Por enquanto, fiquem no banco. E ajudem aqui com uma pesquisa no Springwise - que o treino já começou.

Concordo em n°, gênero e grau!
Eh, um Planejador não pode ser um Criativo frustado!

Vou praticamente dar um copy+paste de um comentário que fiz no estalo.org sobre esse texto. É importante ler o texto original dele, no qual ele desenvolve um pouco mais cada um dos pontos e assim entender o que ele realmente quer dizer.

Ponto 1) Não ser gênio: se entendi direito o texto do Normam, o que ele diz é que existe uma diferença entre ser brilhante e ser um gênio. Alguém brilhante pode ser um gênio, mas tb é capaz de entender e simpatizar com alguém que vota como louco no paredão do BBB.

E é mais importante ser brilhante, senão não se consegue transformar inteligência, fatos, conclusões em um padrão de ação interessante (podem ser peças, filmes, produtos, entenda padrão de ação como algo abrangente, mas tangível). Mas está longe de sugerir que investigação e conhecimento não são ferramentas de trabalho fundamentais.

Essa parte do speech dele é interessante. De resto, li umas 3 vezes o texto original e acho que o cara tá querendo tocar foco para ver o que acontece, talvez estimular a discussão…

Vejamos,

Não ser workaholic: para mim o ponto é “tenha foco” solucione problemas, pense lateralmente e não apenas levante informações… mas sem trabalhar sério e bastante o negócio não vai pra frente. Citando Picasso, “Inspiração existe, mas ela tem que te achar trabalhando” (senão não adianta nada).

Não ser criativo: Acreditar que o processo criativo tem dono é ridículo (e sei que estou bem acompanhado nessa idéia). Não creio que os planejadores tenham que fazer títulos, mas sei que conceitos facilitam muito a vida das duplas, simplesmente pq assim eles sabem em que sentido têm que ir. É muito melhor do que falar "Faz aê"... Acho que é possível ir além, sugerir soluções que não sejam em forma de anúncios, como está na moda e aparentemente está dando certo. (Nike+ é o exemplo mais citado disso, mas mesmo na McCann acabamos de ganhar uma concorrência bastante relevante pensando assim, com um idéia que veio de um planner. Na JWT um cara do atendimento deu uma das idéias que fez mais barulho no lançamento de um Nokia com GPS)

Não ser inflexível: concordo 100%, desde que se tenha certeza que a agência está trabalhando em benefício do cliente e não apenas de uma solução sem brilho e preguiçosa, que é "boa" só pq saiu da mesa de um redator.

Resumo: o Norman jogou esse negócio na net com superlativos, exageros e generalizações que não ajudam muito a fazer um trabalho melhor.

Eu tenho certeza que estes quatro "não comportamentos" são importantíssimos para a realização de um trabalho melhor. Superlegal, supercool os toques do cara. Mãsss... infelizmente tenho dúvidas se um profissional com este perfil é valorizado por aqui. É uma pena... O povo quer plumas e paetês e genialidades...

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