O que pode interessar a um planejador?
Com toda essa leva crescente de novos antenados, blogueiros, modernos, cool, planejadores globais, é difícil para um planejador que não teme parecer um dinossauro e pertence à velha guarda que começou a planejar antes da internet achar alguma coisa que eles julguem interessante.
Não tenho um blog. Esta informação sem dúvida deve horrorizar muitos de vocês. Não tenho porque a minha vida não tem coisas tão mirabolantes para contar, a cada dia ou mais de uma vez num só dia (nem Salgari tinha uma vida interessante para contar, ainda que sua imaginação fervilhasse mais que a de muitos planejadores).
Não gosto de trends. A nova cueca de pelúcia vestida pelos roqueiros da Papuasia não me dá frêmitos de prazer nem me estimula grandes pensamentos estratégicos.
Não gosto de ler cases de marketing nem de planejamento, assim como acho chatos e inúteis os livros que falam de “how to build super duper brands” ou “ikea, o milagre da madeira sueca”.
Não tenho modelos, formatos nem matrizes de planejamento para vender como novos milagres de estratégia. Não acredito em formatos nem em modelos. Encaixotam a cabeça, tornam a mente preguiçosa.
Odeio os novos acrônimos, scuppies, tweens e quantaltro. Acho o TED um dos poucos lugares hoje dignos de passar mais de uma meia hora na internet (desde que depois você pegue um livro ou garimpe a história das pessoas que participam no TED).
Se você chegou até aqui e ainda está interessado no que eu tenho a dizer, vou falar do que gosto e acho que pode ajudar a ser um planejador de algum sucesso como gostaria que os planejadores fossem.
Gosto de Zeca Pagodinho. Há mais insight nas musicas dele que em qualquer site de Russell Davies.
Gosto muito mais do que Sex and the City fala sobre a mulher moderna do que a opinião de uma socióloga brega de saia justa.
Gosto de Titanic e de E o Vento Levou, que usam os arquétipos mais antigos do amor reinventando-os em histórias que fazem chorar e esperar que o barco não afunde (sigh).
Gosto de ler lendas gregas. Cada uma delas me surpreende pela quantidade de insight e valores humanos que me ensinam; o cinema de Hollywood entendeu isso cem anos atrás e continua pescando as tramas de todos os seus filmes nos arquétipos das histórias antigas.
Gostaria que os planejadores assistissem à televisão, e não se vangloriassem de não fazê-lo. Gostaria que os planejadores assistissem a mais filmes dos anos 70, lessem mais livros de poesias, obras de Canetti, Dostoievski, Machado de Assis e menos livros de marketing e propaganda.
Gosto das paranóias de Woody Allen e da comédia italiana. Gosto de Rocky, Scarface e Godfather (quem quiser ver como os arquétipos do herói, do anti-herói, do ajudante mágico são usados nos filmes hollywodianos, nada melhor que assistir 20-30 vezes ao capolavoro de Coppola).
Gostaria que cada planejador nessa terra tirasse 2 horas para assistir (no lugar das histórias engraçadinhas do Youtube) a no mínimo um filme de: Kurosawa, Welles, Kubrik, Bergman, De Sica, Hitchcock, Lang, Mizoguchi, Keaton, Coppola, Bresson, Fellini, Kieslowski, Cimmino e Pasolini.
E, mais que tudo, gostaria que os planejadores não desejassem ser a estrela da propaganda. O palco é dos criativos. Nós somos o motor, o diretor atrás do palco. Não precisamos de aplausos, nem de flores.
Eu jamais quis ir a Cannes (e morava a 2 horas de distância) até que virei cliente (e, também como cliente, me dei conta que não era o lugar para mim depois de 20 minutos...). By the way, 2 meses depois do evento se você quiser pode comprar o CD com todos os filmes.
Gostaria, enfim, que os planejadores entendessem claramente que não existe estratégia sem execução. Um planejador não é nada sem um criativo, mesmo no caso dele ser um grande mau caráter.

Aplausos...
Muitos aplausos!
Tenho apenas 21 anos, mas concordo perfeitamente com tudo deste post.
Posted by: Fabio Tramontano | 17-06-2008 at 10:34
Walter,
Interessante e reflexivo o seu post!
Mas não acha que sendo "preconceituosos" com algumas coisas descritas por ti, ali em cima, estaremos deixando de, eventualmente, gerar insights talvez nem tão inteligentes mas apropriados para certas campanhas!
Não é medo da intelectualização mas acho que as vezes ela atrapalha!
Ou o certo seria ver/ler/ouvir de tudo e filtrar?
Concordo com o discurso do modismo!
Me lembra um pouco do já lido e relido discurso BOBOS proposto pelo Washigton Olivetto.
http://marinagomes.multiply.com/journal/item/4/Bobos
Abs,
Thiago
Posted by: Thiago | 17-06-2008 at 10:56
Não sei se concordo com o texto inteiro, mas concordo com o apelo pela representatividade que a cultura tem que ter na vida de qualquer profissional de comunicação.
Curiosamente, me lembrei de um vídeo do Youtube de um cara que é um dos ícones do que é trendy, cool, nerdy, etc, e que concorda com o que seu texto diz.
http://br.youtube.com/watch?v=upzKj-1HaKw
E não acho que isso seja uma ironia, acho que os dois se completam quando dizem que as grandes idéias, as que realmente fazem diferença na vida das pessoas, são as enraizadas em elementos fundamentais da cultura humana.
E acredito que a cultura e as idéias podem se manifestar em livros, filmes, TV, Internet, blogs ou Youtube. E que a nossa função é conhecer, entender e saber utilizar estas formas de manifestação.
Posted by: Rogério | 17-06-2008 at 11:14
Ufa!
Walter, seu texto acabou de me deixar vários quilos mais leve.
Sou Planner vinda da Redação e sinto meio dinossaura por não ter um blog ou um twitter para ver o que as pessoas estão fazendo a cada pentelhésimo do dia... ¬¬
Mas gosto de ler clássicos, poetas, anarquistas, beatniks, ultra românticos, concretistas, filosofia da sexualidade, fernando pessoa; de explorar consciente e insconsciente; de entender esses sujeitos sociais e o nosso papel de comunicadores; de desafios grandes, de explorar novos territórios de natureza selvagem, de saltar de pára-quedas.
Enfim, não existe planejador que já venha pronto!
O que existe é bagagem, olhar torto e muita vontade de fazer coisas realmente transformadoras, ou ao menos radicalmente diferenciadas.
Todo mundo fala em "repertório, repertório", mas quero saber se, na seleção, nossos distintos recrutadores realmente pesam isso, ou preferem um arsenal de métodos viciados, discurso com gosto de politicagem e vocabulário trendy-internetiquês...
Muitas vezes parecem que eles só ficam contentes ao encontrarem um que caiba, certinho, na caixinha.
Posted by: Élida Lima | 17-06-2008 at 11:29
Putz! HUAHUAHUAHUHAU! Bom, muito bom! Talvez eu navegue em muitos sites e continuarei a fazê-lo, mas com certeza eu concordo com o seu desabafo.
Obrigado.
Outro dia eu ouvi de um grande e famoso publicitário, da "velha guarda" (infelizmente eu não posso mencionar seu nome), que, uma grande idéia só é grande se for executada e gerar resultados. Do contrário, quem poderia dizer que um elefante verde na lata de molho de tomates seria uma grande idéia? Ou, quem sabe, o caldo nobre de uma nostálgica galinha azul? Comunicação é resultado! Planejador é uma profissão parasita da Criação, um ambiente arrogante e muuuuito talentoso. Comunicação é business! Calma, eu sou um eterno aprendiz de parasita também.
Outro dia eu ouvi de uma jovem estrela publicitária que ela foi a grande responsável pelo impressionante trabalho de planejamento de uma incrível marca. Pois é, trabalhei com a tal marca após este período brilhante de insights, pizza e delírios. A marca, ou melhor, aquele elemento de uma empresa na UTI, estava esteticamente bela, mas vazia e dependente de drogas alucinógenas. O negócio estava prestes a falir. Grande idéia ou piada de um cerébro criativo e adolescente?
Posted by: César Fuster | 17-06-2008 at 12:14
Walter,
Estou sem palavras. Seu post é espetacular. Uma das melhores coisas que lí nos últimos tempos.
Abraço,
Zé
Posted by: José Melchert | 17-06-2008 at 18:49
Oi Walter,
Valeu pelas dicas do seu texto. Não sei se você consegue se manter tão alheio à maioria dos itens que citou no mercado, mas elas valem a pena só por levantar a bandeira do "estar por fora".
Calhou de eu estar lendo o Jon Steel ("Verdades, mentiras e propaganda") e ele também recomenda que os bons planejadores leiam muito, dos clássicos, das revistas, veja o que acontece na TV e procure insights fora do mercado. Tente se distanciar para enxergar as coisas de uma forma diferente.
Até tenho um twitter e um blog, mas para mim funcionam como ferramentas que uso para "guardar" as referências que encontro por aí...
Acho que o segredo é sempre procurar o aproveitar o melhor de cada situação.
Beijos,
Posted by: Agatha | 17-06-2008 at 20:05
Nossa, acabei de criar um blog, momento entrefase. Fiquei com vontade de apagar o "reportório" todo, que estava tentando compor no intento de migrar de área. Comecei faz pouco tempo no Planejamento (como assistente). E do alto da minha experiência de 1 ano, delirava com as pesquisas de mercado, muito bom de fazer. Aí veio o blog, uma forma de exercitar a redação, usando os conhecimentos em planejamento. Mas sem pretensão de causar. Só pra ter alguma coisa pra mostrar, em redação.
Sinceramente essa história de palco não combina comigo, nesse ponto eu sou planejamento rôxa. Para mim o êxtase está na pesquisa, no campo, e isso não tem glamour nenhum. Sou fã desse blog, acompanho vcs a algum tempo. Adorei o texto todo, pensei em cada trecho dele. Obrigada.
Posted by: Mineirinha | 17-06-2008 at 22:59
Eu concordo mais com o colega Rogério (3o comentário neste post) do que com o texto em si. Muito bom o comentário!
Posted by: Paulo Diniz | 18-06-2008 at 10:19
Esse post caiu como uma luva para mim!
Vejo a Internet como um meio para as coisas e não o fim. Creditar tudo a alguém ou alguma coisa é passar a responsabilidade e não assumir as consequências dos nossos erros e acertos.
Já havia decidido que não criaria um blog pura e simplesmente porque a maioria dos Planners o fazem. Estou começando na profissão e acredito que se não levar algo novo, serei apenas mais uma na multidão.
Cultura é o resultado de estudo e conhecimento, não apenas uma repetição daquilo que lemos, vemos, ouvimos.
Excelente post, parabéns!
Posted by: Ivania | 18-06-2008 at 11:36
E mais do que a importância que essas referências universais têm no nosso trabalho, vejo a importância que elas têm na nossa vida. Me incomoda o utilitarismo de se assistir Kubrick porque nos dá repertório para planejar. É importante assistir porque nos enriquece como pessoa, o que impacta, também mas não somente, no nosso trabalho.
Posted by: Troster | 18-06-2008 at 12:14
oi walter. A-D-O-R-E-I! abraçao.
Posted by: gustavo otto | 18-06-2008 at 14:59
OBRIGADOS!!!!!! A todos vcs e a os comentarios, nem esperava que as reflexoes e os gostos pessoais de um planejador creasser tanto falar!. Primero peco desculpa porque vou a escrever no meu portuguese original tabajara sem correcoes (obrigatorias pra se fazer intender num artigo) segundo vou responder aqui em ordem a todos aquele que tiverom o bom coracao de escrever algo elogiando o criticando.
A unica razao de escrever o artigo era so por a disposicao de quem quiser a minha visao do planejamento no contexto da minha vida. Nao quis dar aula de planning nem dar palestras, nem visoes innovadoras nem falar coisas originais...so e simplemente falar o que e’ planejamento pra mim e como esse se encaixa na minha manera de viver..por esso querido Thiago te agradeco ter me signalizado o texto do Washinton Olivetto que, porem nao tenha nada a ver com aquelo que eu estava dizendo no meu post, achei uma ottima leitura.
Se vc achar que e’ preconceituoso contar os proprios gostos concordo com vc: foi preconcetuoso. Cada um de nois tem preconceitos por alguma coisa ne? O vc nao tem? ☺ Tampoco falei de modismo o quis ser intelectual. eu foi cantor em bares e fazia pizza pra me pagar a universidade, gosto de ver Faustao o domingo (a minha mulher fica sempre muito puta!) longe de me ser intelectual! So um coselho Thiago: nao vai te bastar 5 vidas pra ler ver de tudo e filtrar…simplemente escolha as coisas que vc gosta e fica feliz com elas.
Rogerio concordo com vc cada um escolhe as manifestacoes da cultura onde ele quiser. Eu no meu pequenho contei aquelo que eu escolhi nos meus primeiros 40 anos de vida. Onde nao concordo com vc e’ que a nossa funcao e’ conhecer entender e saber utilizar estas formas. A nossa funcao e’ viver, se divertir e eventualmente visto que por 10 horas por dia lidamos com marcas botar esso viver em um posicionamento, num conceito
Elida querida achei o seu post super fofo! fica tranquila os melhores planejadores que encontrei e conheci na minha vida son creativos, John Hegarty acima de todos. Dexa os recrutadores felizes com aqueles que contam cases mirabolantes que fizerom no primero ano da ESPM. Os diretores de planejamento que conheco e aprecio muito nesse pais son todos suficientemente sabios e inteligente pra ver o talento onde estiver
Cesar por favor nao para de navegar!! Nao pedi isso por l’amor de Deus, so se vc puder tira meia hora do mouse pra ler algum dos caras que botei ai…mal nao vai fazer ☺. Sobre o conceito comunicacao e’ business acho que e’ um tema tam complexo e ampio que vai ser o proximo artigo que vou a escrever ☺. Concordo em parte com vc. Comunicacao e marcas hoje tem algum deveres alem do business que no siglo passado pertenciam a grande figuras historicas que hoje nao existem mais (se vc considerar Bush um grande lider ai fudeu!): esses deveres incluiem ter uma visao sobre aquelo que acontece no mundo, espalhar valores positivos, ensenhar coisas….pensar que comunicacao e so business leva a fazer comerciais burros achando que o povo e’ burro….hoje pode ainda funcionar o nananana amanha nao vai a funcionar mais.
Ze muito obrigado, Paulo obrigadissimo, Gus vc nao vale porque somos amigos ☺
Agatha leer Jon Steel faz sempre bem, a coisa que mais gusto dele e’ quando a gente sentava pra tomar cerveja falando de football…so um comentario eu nao estou nem fora ne dentro, contei so coisas que faco sem nenhuma pretensao de ir em contra a o sistema (os meus tempos de fervente comunista acabarom faz algum anos) o inventar coisas pra parecer intelligente. Por isso nao se ponha a questao se eu me mantenho tam aleio o nao..e’ uma perda de tempo alem de ser irrelevante ☺. Vc falou certissimo :”procurar o aproveitar o melhor de cada situacao”
Minheirinha ta louca! Nao apaga nada nao! Tenha o seu blog, continua escrevendo, se isso te faz feliz e isso que importa. Vc falou a coisa mais importante pra mim obrigado super obrigado “pensei em cada trecho dele” era isso que eu queria, so fazer as pessoas pensarem…nao mudar de opiniao
Ivania super obrigado eu tambem vejo internet como um meio, se vc tem coisa pra contra e falar cria o seu blog, seguramente vai ter muitas pessoas pra critica-lo ;-)
Troster e’ tam verdade aquelo que vc fala que nem por um minuto pensei em planejadores assistindo Kubrik mas so a ser humanos, a gente deveria trabalhar pra viver nao viver pra trabalhar o nao? Por isso fique tranquilo a importancia de Kubrik na minha vida tem a ver com aquelo que senti a 16 anos vendo laranja mecanica e o desejo que esse film me deu de intender o fenomeno da violencia de grupo, diferentemente do Brasil a 16 anos ainda nao se trabalha com planejamento ☺.
Com isso espero de ter repondido a todos…de novo obrigado por essa “nova experiencia” que vcs me regalarom…Posso agora falar pro meus amigos que virei bloggero internauta!!!!
Grande beijo
W
Posted by: Walter Susini | 18-06-2008 at 17:04
ÓTIMO POST PARABÉNS.
O que eu sempre acreditei é que não deve existe extremos do tipo: TUDO são as tendências (blogs, twitters, cgc, youtube, rede social) e também nada disso pode ser descartado em um planejamento.
O equilíbrio deve ser essencial. Para cada tem q ter uma estratégia especifica, seja utilizar Tv ou uma rede social.
abs!
Posted by: Carlos Henrique | 18-06-2008 at 17:30
Que bom saber que ainda existe espaço para a originalidade, para pessoas autênticas, independente se gostam do Italian stallion ou do Steve Jobs. Ou dos dois, sei lá.
Minhas preferências pessoais também são mais "analógicas" e nunca tive problemas com isso. Tem espaço para todo mundo.
Mãsss...para acabar com a discussão ;o)... vale a pena dar uma olhada na série "os 8 pecados" em www.kibeloco.com.br. É triste ver que, ainda, (sorry por dizer isto) muito do que fazemos em planejamento não serve para b. nenhuma.
ah - peguei a dica num blog, claro!
beijos a todos!
bravo, walter!
Posted by: Juliana | 19-06-2008 at 09:42
Boa Walter. Não te conheço mas, já simpatizo com você já que és tão, tão, normal.
Abraço!
Posted by: Rafael | 19-06-2008 at 13:30
Oi Walter,
Valeu pela resposta.
De comunista e publicitário, todo mundo tem um pouco...
=)
Posted by: Agatha | 19-06-2008 at 14:44
Ufa! Até que enfim consegui parar para ler o post mais comentado do momento!!
Muito bom. Concordo totalmente que temos que ser seletivos com o que consumismo no nosso tão escasso tempo livre. Existem coisas muito mais interessantes do que o maravilhoso mundo da propaganda.
beijo
Posted by: Guega | 19-06-2008 at 19:22
Walter, concordo plenamente com teu post, principalmente no que diz respeito ao fato de planejadores quererem ser mais do que precisamos e podemos ser. Além disso, ele está ligado diretamente à minha principal ressalva em relação aos planners de hoje em dia: eles não conhecem, de fato, a realidade. As pessoas comuns, essas que acordam as 4 da manhã, pegam 3 conduções pra chegar no trabalho, pegam as mesmas 3 conduções pra voltar pra casa e ainda precisam organizar a vida no pouco tempo que resta. E pra isso não há tradução estatística ou qualitativa que consiga mostrar de verdade esse mundo tão distante de nós, se não nos interessarmos poe ele na prática, com verdade. Os planners deviam aproveitar menos seu tempo procurando tendências e mais tempo conhecendo gente, indo pro centrão da cidade na hora do almoço em vez de perder seu tempo em um restaurantezinho hype - blindados do mundo real, das pessoas reais e seu mundinho aparentemente desbotado e sem graça.
Adoro novela, assisto programas que a galera considera brega, leio revistas populares, adoro conversar com gente de verdade e acho que é disso que é feito boa parte do repertório de um bom planejador- o interesse em entender o mundo real na prática (e não através de relatórios),ao contrário daquele universo blindado no qual a maioria de nós publicitários vivemos.
Amei teu post.
Beijo,
Liane
Posted by: Liane Santi | 20-06-2008 at 11:22
Liane, de onde você vem... deve ser do mesmo planeta que eu, rsrsrsrs.
Penso exatamente como você, seu comentário foi muito oportuno!
Aliás, o post do Walter levantou uma questão pra lá de importante. A vida não é feita através de veículos e relatórios. Ela acontece a cada minuto, em cada canto do mundo. Fecharmos os olhos para isso é no mínimo sermos limitados como profissionais.
É isso ai, mais vida real e menos "lindas apresentações" em ppt.
Abraços
Posted by: Ivania | 21-06-2008 at 16:14
Walter,
Essas coisas precisavam ser ditas, e o seu post me deixa duplamente feliz: por ter sido você a dizê-las, exatamente do jeito como você as disse, e por essa enxurrada de comentários que demonstram que o espírito crítico e o senso do ridículo felizmente continuam bem vivos no nosso meio. Bravo!
Um abraço,
Paulo
Posted by: Paulo Levi | 23-06-2008 at 20:39
Isso é mais que desabafo. É uma análise da várias simulações que nos levam a perder o contato com a essencia. Muito interessante! sem esquecer que o pensar (imáginário, estratégico) está totalmente colado a arte concreta (o desenho, a cor) e que nenhum dois dois terá relevância maior que o outro, mas igual. e que os dois estão no âmbito do sagrado e material, ao mesmo tempo. (viagens a parte, rs)
Parabéns!
Posted by: day =] | 24-06-2008 at 15:20
É uma brisa de ar fresco ver planners que possuem um olhar afinado e cirúrgico, que não se iludem com tendências e cartilhas de "como parecer cool no mundinho publicitário", que os fazem perder a relevância. Planejamento é trabalho e vivência. Parabéns.
Posted by: Louise | 29-06-2008 at 21:31
Levantei a bunda da cadeira e aplaudi o seu texto de pé.
Posted by: Ju Siqueira | 29-06-2008 at 23:40
Copiei-colei e deixei no desketop.
Leio todos os dias.
abraço e parabéns pelo texto.
Posted by: Guilherme Araki | 02-07-2008 at 01:52