PICNIC | Universo colaborativo em discussão na Holanda
-- Publicado no MM Online em 24/09/2008 --
Bas Vehard e Marlin Steeker , co-fundadores do PICNIC, abriram o evento com uma definição menos pretensiosa daquela que eu havia mencionado em meu post anterior sobre a conferência: "Queremos colocar juntos, na mesma sala, cientistas e artistas - leia-se povo da comunicação incluso - para 'shape a better world future"".
Com essa definição, o terceiro PICNIC começou com duas palestras que se completaram sobre o universo colaborativo. A primeira, do já mencionado aqui Charles Leadbeater (ex-conselheiro de Tony Blair e pensador da internet sobre comunidades) e a segunda do artista plástico da Web Aaron Koblin.
Na primera, vale ressaltar aqui os pontos que para o palestrante fazem um trabalho colaborativo alcançar o sucesso:
a. diversidade (para endereçar um problema não faz sentido chamar pessoas que tenham o mesmo ponto de vista);
b. generosidade (a contribuição depende exclusivamente da 'entrega' que a equipe faz para o projeto);
c. purpose/propósito (já provo que não se ganha nem mesmo o dinheiro sem um propósito).
Para o debatedor que entrou no final da sessão do Leadbeater, Clay
Shirky, são também 3 as armadilhas que podemos cair em trabalhos
colaborativos:
a. falta de liberdade (a essência da colaboração é a liberdade de ação);
b. falta de 'accountability' (os indivíduos preciam ser responsáveis pelo que sugerem);
c. falta de um objetivo (que pode gerar confusão e caos aos processo colaborativo).
Aaron Koblin mostrou alguns trabalhos gráficos realizados por ele - inclusive alguns trabalhos pedidos à ele pelo Moma de NY para uma exposição recente - e definiu-se "mais interessado no jeito que o dado é mostrado do que o conteúdo do dado propriamente dito".
Ele é um artísta plástico digital que consegue extrair beleza de bits & bites. Chequem na web seu trabalho, especialmente o feito para exposição do Moma "The Elastic Minds".
Comments