"Entrando no fuso de Cannes e acompanhando toda a cobertura jornalística sobre as palestras e eventos, achei que valia a pena escrever mais sobre as minhas impressões do que reportar o que falaram. Até porque hoje a tecnologia permite baixar os seminário na íntegra.
Assisti a 3 palestras nessa segunda-feira (Facebook e Microsoft; Twitter; Ikea) e uma palavra apareceu em todas: VALOR. Ou sendo mais específica, criar valor para clientes/consumidores.
OK, até aqui nada de muito novo. Mas achei interessante que com tantas mudanças nos últimos anos na propaganda e com o grande destaque para a discussão sobre social media, o grande ponto de aprendizado desse meu primeiro dia seja algo que sabemos desde que entramos na faculdade: boa comunicação deve ser relevante e criar valor para as pessoas, não importa se na TV ou numa rede social.
Fácil de falar e não tão simples de fazer. E a lição é que ninguém ainda tem uma fórmula. O ponto comum entre todos que falaram é menos o como falar e mais o ‘o que’ falar. O que vai realmente tocar as pessoas, fazer elas se envolverem e se sentirem conectadas com sua marca. Ou como colocou a palestrante da Microsoft, como eu falo do meu produto ou marca sem perder o interesse ou deixar de gerar entretenimento e prazer nas pessoas.
Nesse sentido o papel dos planejadores é cada vez mais importante. Porque o nosso foco é o ‘o que’. E o humano é ainda a parte mais importante de qualquer comunicação (mesmo que o como seja fundamental nos tempos de hoje e até nos ajude de vez em quando a achar o ‘o que’).
Talvez por isso o fundador do Twitter tenha sido tão inspirador. Ele não estava ali para vender uma revolucão tecnológica. Seu grande ponto é um novo jeito de se comunicar. Ele credita seu sucesso ao fato de as pessoas terem necessidade de falar e trocar. Ou nas suas próprias palavras: o Twittter é o triunfo da humanidade e não da tecnologia."
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