Auditório lotado e todo mundo ansioso para ver a palestra de David Plouffe, coordenador da campanha do Obama. Se as pessoas (como eu) achavam que o foco ia ser o poder do digital na campanha podem ter se surpreendido pelos 40 minutos dele falando do poder do humano. Claro que o digital foi colocado como o DNA da campanha e o que deu poder para as pessoas. Mas seu ponto era sobre como envolver as pessoas e fazê-las trabalhar para seu candidato (ou marca) literalmente. Não só espalhando a campanha como pagando por ela. O que chamou de ‘grassroot strategy’. Até porque segundo ele Obama só acredita que ‘real change only happens as a demand from the grassroot Americans’.
Mais do que os meios usados, ele destacou a parte conceitual da campanha, alicerçada (além de obviamente em um bom produto;-) na transparência, em tratar as pessoas como adultos não tendo medo de falar de assuntos difíceis de política e economia, na autenticidade, confiança (fazendo prestação de contas ao longo do caminho) e estar onde as pessoas estão, seja de maneira digtal, seja ao vivo através dos voluntários. Aliás ele mesmo classificou sua estratégia digital de old school, já que deram preferência para e-mails e web site.
Ótimo comunicador, David manteve as pessoas interessadas sem nenhum apoio visual. E defendeu suas teses voltando o tempo todo para a força do boca-a-boca e principalmente do papel das pessoas na campanha. Simplificou tudo com uma equação: bom candidato + estratégia focada e seguida à risca + mensagem também focada.
Como outros que já falaram no Pallais, foi mais um reforçando que boa comunicação é construída sobre e para pessoas, sejam histórias de marca ou a própria história da humanidade.
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