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25-08-2009

Comments

Thiago Sganzerla

reflexão muito bem-vinda.

Ricardo Amaral

E além do mais, no Brasil enfrentamos o problema de sermos "centro de custos", já que raramente o trabalho do planejamento é pago por si próprio, e sim como um "brinde" no bolo da receita de mídia que ainda reina nas principais agências.

Katia Becho

Penso que as empresas tem a cara dos seus donos. Ter seu próprio negócio e gerenciá-lo da maneira que o convém é o drive de muitos empreendedores. Numa agência não é diferente. O cargo e a função de planejamento terão mais ou menos importância estratégica de acordo com o DNA da agência - e de seus donos. Vimos as boutiques de criação dos anos 70 transformarem a propaganda brasileira, elevando a qualidade criativa pelas mãos dos novos donos redatores e diretores de arte, transformados em business men. Penso que o planejamento vai ter o mesmo caminho. As agências que tenham planejadores como sócios sofrerão influência mais positiva e focada dessa disciplina. As que simplesmente 'importam' os planejadores, como fizeram as americanas nos anos 80, ainda conviverão com o dilema muito presente hoje em dia: 'precisamos de planejadores. Mas, pra quê mesmo?'. Enquanto não aparece a resposta, o papel do planejador vai sendo definido pelo perfil dos profissionais do mercado, cada um com um talento e um background específicos. E, assim, na minha opinião as distorções e miopias tendem a estar entre nós por muito tempo.

Ivania

Na mesma velocidade com que nos colocam para cima, nos derrubam!
O planejador é visto por alguns como "mal necessário", infelizmente.

Bruna Wanderley

Acredito que nos dias atuais a função dos Planners são como "santo milagreiro" mesmo e isso é muito bom, mas como o Zamboni comentou no post acima (excelênte por sinal), muitas vezes me dá um medo sabe... não dá pra mensurar até onde isso vai parar... Espero que nosso "valor" ainda perdure... Abraços!

Cecilia Novaes

Demais esse seu post Uli. Obrigada

Juliana Laporta

Quando comecei em publicidade, a Y&R era na Faria Lima, o Brasil ainda era tetra, e criação + atendimento + mídia ficavam num andar e planejamento + financeiro ficavam em outro. Aliás, o planejamento se chamava justamente "Consumer Insights", o que já diz tudo sobre o que era esperado dos planners (dAs planners, já que só tinha mulher): entender de pesquisa e do consumidor. Hoje, aqui na Publicis, sentamos ao lado da criação. Concordo e sei que é fundamental definir e deixar bem claro nosso papel tanto para a agência quanto para os clientes, para ser relevante e não ficar no vale-tudo que às vezes é nosso trabalho. Mas...não consigo ser pessimista em relação ao nosso futuro! Acho que temos tudo para brilhar muito no Corinthians! Bjs, Ju

Regina Silveira

Como mídia da Agnelo eu sempre me alimentei do planejamento. E hoje, mais do que nunca temos que estar todos juntos e antenados - mídia/planejamento/criação - Acredito que nesse tripé conseguimos não somente agregar valor, mas criar alternativas viáveis cujo final se resume em resultados para todos.Bjs Regina Silveira.

Thaysa Azevedo

Parabéns pelo texto, caro Ulisses! Na minha opinião, enquanto um planner apenas for responsável por gerenciar mais de três contas diferentes sozinha, ele continuará fadado a apagar as fogueiras do dia-a-dia. O fato do profissional não possuir tempo hábil para dedicar-se de forma profunda às suas contas, por mais brilhante que seja este profissional, como ele pode ser capaz de criar estratégias de comunicação que têm como objetivo incrementar as vendas de um negócio que ele não conhece muito bem? Até que ponto entender dos negócios da empresa é um papel apenas da área de marketing? E qual é o verdadeiro papel do planejamento de comunicação?
Uma coisa que aprendi é que o termo comunicação não pode ser limitador. E também não acho que o papel de um planner de agência deva ser apenas pensar comunicação. Penso que estes meus questionamentos estão em linha com essa miopia.
E essa quebra no modo de pensar e agir depende da construção de uma cultura tanto do lado das agências, quanto do lado dos clientes.
;o)

Christiane Altobelli

Uli, ótimo texto, e o comentário da Thaysa, idem. A visão holística do negócio ( da agência e do cliente) seria muito bem-vinda! O Planejamento deve estar em consonância com as variáveis que compõem os objetivos do cliente e impactar de forma abrangente.
Bjs

Stachon

Aproveitando o texto do Ulisses, o Planejamento pode fazer muito pela Nação. Vejam esse post no meu blog que detalha o pensamento de planejamento do Rio 2016 + HumanKind + Tipping Point + Lacan.
http://stasabendo.com/2009/10/04/tempo-do-sujeito-tipping-point-humankind-23-e-4-de-4/

Valeuuu

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